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Artigos Científicos

Nefropatias Graves

São consideradas nefropatias graves as patologias de evolução aguda, subaguda ou crônica que, de modo irreversível, acarretam insuficiência renal, determinando incapacidade para o trabalho e/ou risco de vida. 

As nefropatias graves são caracterizadas por manifestações clínicas e alterações nos exames complementares, a saber: Manifestações clínicas: a) ectoscópicas: palidez amarelada, edema, hemorragia cutânea e sinais de prurido; b) cardiovasculares: pericardite serofibrinosa, hipertensão arterial e insuficiência cardíaca; c) gastrointestinais: soluço, língua saburrosa, hálito amoniacal, náuseas, vômitos, hemorragias digestivas, diarréia ou obstipação; d) neurológicas: cefaléia, astenia, insônia, lassidão, tremor muscular, convulsão e coma; e) oftamológicas: retinopatia hipertensiva e retinopatia arteriosclerótica; f) pulmonares: pulmão urêmico e derrame pleural; e g) urinárias: nictúria. Alterações nos exames complementares: a) alterações laboratoriais: 1) diminuição da filtração glomerular; 2) diminuição da capacidade renal de diluição e concentração (isostenúria); 3) aumento dos níveis sangüineos de uréia, creatinina e ácido úrico; 4) distúrbios dos níveis de sódio, potássio, cálcio, fósforo, glicose e lipídios; e 5) acidose; b) alteração nos exames por imagem: 1) diminuição das áreas renais nas patologias crônicas ou nas isquemias agudas intensas; 2) distorções da imagem normal conseqüente a cicatrizes, cistos, hematomas, abscessos ou tumores; 3) distensão do sistema coletor nos processos primariamente obstrutivos; e 4) diminuição da eliminação de contrastes, quando usados. Classificação As nefropatias, considerados os níveis de alteração da função renal e o grau de insuficiência renal, cursam conforme a classificação que se segue: a) insuficiência renal leve – Classe I: 1) filtração glomerular maior que 50 ml/min; e 2) creatinina sérica entre 1,4 e 3,5 mg%; b) insuficiência renal moderada – Classe II: 1) filtração glomerular entre 20 e 50 ml/min; e 2) creatinina sérica entre 1,4 e 3,5 mg%; c) insuficiência renal severa – Classe III: 1) filtração glomerular inferior a 20 ml/min; e 2) creatinina sérica acima de 3,5 mg%. Os principais grupos de patologias que cursam com insuficiência renal e são capazes de produzir nefropatias graves são: a) glomerulonefrite crônica conseqüente a depósitos de imunocomplexos; b) glomerulonefrite crônica conseqüente a anticorpo antimembrana basal; c) vasculites; d) nefropatia diabética; e) nefropatia hipertensiva; f) amiloidose renal; g) nefropatia por irradiação; h) nefropatia conseqüente à obstrução do fluxo urinário; i) neoplasias (hipernefroma, linfoma, infiltração leucêmica); j) necrose cortical difusa; l) necrose medular bilateral; m) pielonefrite crônica; n) obstrução arterial e/ou venosa grave (aguda ou crônica); o) nefrite intersticial crônica; e p) nefropatias hereditárias (rins policísticos, Alport e outras).

 

Fonte: Manual do Ministério da Defesa